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Por que a troca frequente de gerente/assessor prejudica seus investimentos?

Seu gerente do banco foi trocado recentemente? Seu gerente agora é digital? O funcionamento dos bancos mudou muito nos últimos anos. Antigamente, principalmente em cidades do interior, existia uma relação de amizade muito forte do correntista dos bancos com os gerentes.

Hoje em dia isso mudou bastante. Algumas pessoas inclusive preferem nem ter contato com o gerente e pensam que, quanto mais puder ser resolvido por aplicativo, melhor. Na hipótese de pagar menos, o cenário fica ainda mais interessante.

A tecnologia está proporcionando mudanças nos hábitos das pessoas em uma velocidade acelerada. Uma dessas mudanças é a forma como se relacionam com os bancos. Do lado dos bancos, muita coisa mudou também. Os bancos digitais “surgiram” para suprir a crescente demanda por serviços digitais, que proporcionam economia de taxas e de tempo, uma vez que todos os serviços são digitais e não existem mais agências físicas.

Seguindo a tendência das contas digitais, os bancos de varejo tradicionais estão fechando cada vez mais agências. Só em 2017 foram 1,5 mil agências fechadas. O Banco do Brasil, em especial, teve um lucro ajustado de 2018 em 22,2% em relação ao ano de 2017 principalmente se pautando na redução de custos com agências.

Já dentro das corretoras o problema é outro. Ele se dá pela mudança de assessores de um escritório para outro ou até mesmo de uma instituição para outra.

Por que essa rotatividade acontece?

  • A não adaptação ao novo modelo de trabalho. A remuneração do assessor é baseada em comissão, diferente do salário fixo recebido nos bancos, e muitos não se adaptam. O fato de não se adaptarem, força uma saída precoce.
  • O crescimento acelerado do número de assessores, faz com que outras profissões também migrem para assessoria de investimento. Esse fenômeno gera novamente o risco da quebra de expectativas e saída precoce desse mercado.

A rotatividade não é um fato que ocorre só com os assessores e gerentes, está presente em várias setores, empresas e profissões. Mas quando se trata de investimentos essa rotatividade é ainda menos saudável.

Porque a troca de assessor e gerente é tão ruim para os seus investimentos?

A relação com o seu assessor de investimentos exige que ele te conheça bem, e para isso provavelmente você respondeu um questionário para identificar o seu perfil de investidor antes de dar início aos investimentos.

Mas o questionário ainda é muito superficial. É preciso haver reuniões periódicas. No primeiro contato não é possível coletar todas as informações, e portanto é necessário um trabalho quase que investigativo ao longo do tempo para ter pleno conhecimento do cliente. Quando digo investigativo não se trata de vasculhar a vida do investidor, mas verificar se as informações passadas no primeiro contato estão de fato alinhadas com as suas necessidades. Vou exemplificar: o cliente menciona que não possui nenhuma necessidade de liquidez, mas nos primeiros 3 meses o mesmo solicitou resgates recorrentes. Algo está incoerente com sua declaração inicial de perfil.

Um outro caso: o cliente solicita que a carteira tenha mais ativos com exposição a ações porque está extremamente otimista com o cenário econômico. Além disso, diz que seus amigos e parentes compartilham da mesma visão. No entanto, há alguns meses ele retirou todos os seus investimentos mais arrojados e fez uma migração para renda fixa pois a bolsa de valores havia tido uma semana ruim.

Antes de atender o desejo do cliente é preciso lembrar das situações anteriores, evitando influencias por um ambiente externo que o faça mudar de perfil apenas temporariamente e tomar risco desnecessário.

Esse conhecimento do cliente é criado ao longo do relacionamento. Quando o profissional é alterado essas informações se perdem e um novo ciclo é iniciado.

Porque reiniciar o ciclo é ruim?

O novo profissional não possui o histórico das experiências que você já viveu no mercado financeiro e provavelmente não vai ter as respostas do seu próximo questionário de perfil com a mesma riqueza de detalhes.

E nesse momento, o investidor é encaixado em um perfil “padrão”. É como se houvesse um rótulo: “Cliente de 50 anos, casado, perfil moderado”.

Ser rotulado junto com demais investidores pode resultar em uma carteira que não está adequada ao seu perfil.  Essa questão pode gerar uma quebra de expectativa e te levar a procurar outro profissional, ficando preso a esse ciclo de rotatividade.

Para que sua experiência com o mercado financeiro seja saudável é necessário estar com um profissional que o acompanhe de perto e entenda suas necessidades, assim como os ciclos e períodos de vida em que você se encontra.

Gestão de patrimônio é um serviço de acompanhamento continuo, exige recorrência.

Consiste em uma troca frequente de informações, na qual é necessário entender do investidor, suas necessidades e anseios. Isso  para construir um portfólio alinhado com os seus interesses e perfil.

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