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Há vida e investimentos fora dos bancos?

A maioria dos investidores brasileiros continua realizando seus investimentos em instituições financeiras bancárias. No entanto, muitos já têm percebido que há vida fora dos bancos. E que, na maioria das vezes, ela é ainda mais inteligente.

Nos últimos anos, o fenômeno chamado desbancarização tem crescido entre investidores brasileiros.  Países como Estados Unidos e Inglaterra possuem 90% dos investidores em gestoras independentes. Apesar de ainda estar em patamar diferente de outras grandes potências, no Brasil, esse processo está dando os primeiros passos. Hoje, cerca de 10% dos investidores aplicam parte do seu patrimônio fora dos bancos.

Esse grupo, passou a enxergar o banco de varejo apenas como um prestador de serviços de crédito. Como financiamentos, cartões ou empréstimos. Porém, apesar de apresentarem atendimento mais técnico e diversificado, muitas dessas pessoas ainda enfrentam dificuldades para avançar na saída dos bancos. Pensando nisso, compilamos abaixo algumas informações importantes a serem consideradas durante esse processo:

Quais as opções além dos bancos de varejo?

Dentro do mercado brasileiro, investidores costumam optar por três alternativas para migrar do sistema bancário. São elas: bancos digitais, corretoras e gestoras independentes de investimento. São novos empreendimentos, que ganham cada vez mais mercado no Brasil:

a) Bancos digitais atendem perfis mais jovens, que buscam soluções por aplicativos e quase nenhum contato direto com gerentes.

Corretoras funcionam como uma espécie de one-stop-shop na qual o investidor pode escolher entre centenas de opções. É preciso ficar atento porém aos riscos de investir sem aconselhamento.

b) Gestoras de investimento favorecem aqueles que buscam um atendimento personalizado e mais técnico, através do qual uma gestão profissional é implementada.

Quais as vantagens?

Investindo fora de um banco de varejo, os clientes encontram diversos benefícios para administrar seu patrimônio. Entre eles, destacamos:

· Acesso a diversos produtos de diferentes instituições financeiras. Fora dos bancos, os investidores conseguem fazer aplicações nos produtos que melhor atendem às suas necessidades e não ficam presos à bandeira de uma única instituição.

· Alinhamento de interesses entre a instituição e os investidores. Diferentemente dos bancos, onde os clientes encontram uma grande rotatividade de gerentes que administram suas contas, as gestores de investimentos oferecem atendimento exclusivo e personalizado.

Segundo levantamento recente divulgado pelo Reclame Aqui, apenas 20% das reclamações feitas em bancos de varejo quando o tema é “investimentos” são resolvidas, por outro lado, fora dessas instituições, o índice de resolução chega a 85%. Em algumas instituições, é possível contar com atendimento ainda mais assertivo por meio do entendimento que a empresa busca ter sobre seu cliente.

· Custos menores em relação aos bancos de varejo. É bom ressaltar que bancos digitais, corretoras e gestoras independentes conseguem oferecer custos e taxas mais competitivas do que as encontradas pelos investidores nos bancos de varejo.

· Ausência do conflito de interesse presente nos bancos de varejo. Ao contrário do que acontece nos bancos tradicionais, os gestores de investimentos não precisam bater metas de vendas e ainda possuem liberdade para oferecer apenas aquilo que se adequa aos objetivos do cliente, trabalhando com diversidade de ofertas em vez de se limitarem apenas à determinada bandeira ou lista de produtos.

E é seguro investir através de Gestoras Independentes?

Muitos brasileiros acreditam que investir fora dos bancos se resume a fazer aplicações de alto risco. Na realidade, essas instituições financeiras são reguladas por entidades como ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e CVM (Comissão de Valores Mobiliários), e oferecem produtos para todos os tipos de investidores, inclusive para os mais conservadores, que não estão dispostos a correr grandes riscos.

Dê os primeiros passos

Para escolher uma instituição financeira fora do banco de varejo, é importante que o investidor preste atenção a alguns itens essenciais: pontos como transparência na indicação dos produtos e nos custos cobrados são fundamentais no momento de tomada de decisão.

Além disso, com o avanço da tecnologia as formas de atendimento estão cada vez mais diversificadas. Assim, cada investidor deve procurar o tipo de serviço que mais se encaixa ao seu perfil.

Se o cliente gosta de controlar seus investimentos pelo celular ou tablet, por exemplo, vale escolher uma instituição que ofereça um bom aplicativo. Se gostar mais do contato direto com o gestor, é preferível optar por sinalizar à gestora para que agendem reuniões periódicas de apresentação de resultados.

É importante ressaltar ainda que poucos clientes abandonam totalmente os bancos de varejo. Muitos mantém suas contas nessas instituições para realizar as transações diárias, como pagamentos ou tomada de crédito.

Mesmo assim, a transferência dos investidores para opções mais modernas de investimento é um caminho irreversível para quem deseja investir com segurança e receber atendimento de qualidade. Independentemente do volume disponível para as aplicações.

 

O mais importante é não ficar parado frente às mudanças que vem acontecendo no mercado de investimentos!

 

Veja nesse artigo que explica o motivo de ficarmos paralisados ao buscarmos saber mais sobre investimentos.

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