Como investir e ter bons resultados com renda fixa?

Como investir e ter bons resultados com renda fixa?

Quando converso com várias pessoas sobre investimentos, tenho me deparado muito com algumas perguntas e afirmações tais como: Qual é a melhor aplicação para mim? Quero multiplicar meus recursos, mas não posso perder um centavo! Quero o que existe de mais rentável, mas você me conhece, sou conservador!

Ao ouvir essas considerações me pergunto, por onde e como devo começar a explicar para esse investidor como funciona o processo de investimento?

Muitas pessoas não conhecem o quanto de pesquisa, estudos e análises são feitas para orientar um processo de investimento.

Ainda vemos um enorme resquício psicológico da era dos juros altos: Investidores insistem em ter como retorno 1% ao mês, com liquidez diária e sem volatilidade. Mal eles sabiam o risco que estavam correndo com uma tríade “perfeita” como essa.

Por onde começar a investir?

Por onde começar a investir?

O processo de investimento, de uma forma geral, deve começar pelo básico: conhecer quem é o investidor. Quais são suas aversões a risco? Qual é a sua tolerância para correr risco em seus portfólios? Qual é o objetivo dele ao investir? Por quanto tempo quer investir?

Sabemos que existem inúmeros tipos de investidor, mas vejo que muitos deles começam por escolher a rentabilidade para depois pensar no produto.

Fazendo uma analogia é o mesmo que escolher um carro pela beleza, sem saber sobre seu desempenho, seus opcionais, seu custo de manutenção e, em especial, seu preço.

Entendendo as taxas

Nos dias de hoje vivemos um novo momento. As taxas de juros brasileiras estão no menor patamar da história.

A Selic, que é a taxa básica da economia, está em 6% ao ano e as projeções chegam a 5% ao ano para o final de 2019.

Este fato por si tem causado muito alvoroço entre os investidores. Como será possível remunerar meu portfólio? As minhas aplicações não estão rendendo nada?

Vejo que muitas pessoas estão chateadas com o assunto. Um fato que deve ser levado em consideração é que taxas de juros altas não combinam com o Empreendedorismo.

As taxas baixas têm enormes benefícios para a economia, uma delas é que linhas de crédito mais baratas possibilitam financiamentos com menores custos, estimulando consumo e investimentos em novas fábricas, usinas e outros projetos ligados ao nosso crescimento econômico.

Mas e as aplicações em renda fixa? Acabaram? Agora só nos resta aplicar em ações? Não acredito que o caminho seja esse.

Como disse anteriormente, com taxas de juros menores, as empresas têm um custo de capital mais baixo.

O que é isto?

O custo do dinheiro no mercado financeiro e de capitais cai e o que se financiava majoritariamente com o capital próprio, agora pode ser financiado com capital de terceiros de forma mais eficiente.

Lembro-me que em 1997 durante a da crise da Ásia, o Banco Central do Brasil, mal conseguia vender LFT (Letras Financeiras do Tesouro indexadas à Selic) por um mês, mesmo pagando 46% ao ano.

Imaginem que o longo prazo nessa época era inimagináveis seis meses. Como as empresas se financiavam a estas taxas? E por prazos tão curtos?

Hoje temos visto emissões de dívidas de cinco, oito, dez anos a custos muito mais competitivos e adequados ao mercado mundial.

Ou seja, as empresas estão buscando o mercado de capitais para financiar seus projetos e estão obtendo linhas de crédito extremamente competitivas.

Assim o investimento pode ser feito para um prazo mais longo, permitindo que o ciclo comercial/industrial por ele gerada, seja suficiente para pagar a operação e gerar valor para o acionista da empresa.

E é aqui que existe um mercado promissor e pouco conhecido, o mercado de renda fixa de crédito privado.

É um mercado que pode se tornar tão grande quanto o de ações.

Nos países mais desenvolvidos, com economias mais maduras, encontramos um mercado de crédito privado pujante, complexo e tão representativo no fluxo de capitais quanto o mercado de ações.

Entenda a renda fixa

Antigamente, no Brasil,  víamos apenas os Títulos Públicos Federais e os CDB´s de Bancos como opções majoritárias para aplicação no mercado de renda fixa.

Hoje vemos um crescente aumento das:

  • emissões de Debêntures,
  • Debêntures Incentivadas,
  • Letras de Crédito do Agronegócio,
  • Letras de Crédito Imobiliárias,
  • Certificados de Recebíveis Agrícolas,
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários, dentre outros.

Com o crescimento dessas emissões, surgem por derivação os Fundos de Investimento de Direitos Creditórios (FIDC), Fundos Imobiliários, Fundos de Debêntures Incentivadas, ou seja, um novo mercado de produtos de Crédito Privado.

Essa é a boa notícia que muitos investidores não perceberam ainda. O mercado de renda fixa brasileiro está se desenvolvendo!

Sendo assim, devemos começar a nos desenvolver juntamente com o mercado. Como investidores precisamos saber em que, porque investir e como investir.

Precisamos entender um pouco mais de risco, seja ele de mercado, de crédito, de imagem ou de liquidez.

Não nos é permitido mais inferir sobre o risco que estamos assumindo e deixar para lá essa preocupação porque, afinal, estou comprando um CDB de um grande Banco e Banco grande não quebra.

Como é o processo de investimento?

Como é o processo de investimento?

Vamos simplificar um pouco o processo de investimento. Imaginemos que o investidor saiba perfeitamente o que ele quer fazer e vamos nos ater somente ao mercado de renda fixa, mas ainda não sabe como executar suas ideias.

Existem, basicamente duas formas de se fazer essa execução: ou ele compra um produto que replique exatamente a rentabilidade do Benchmark do mercado, no caso a SELIC, ou ele constrói um portfólio de ativos que lhe rendam mais do que o Benchmark, assumindo para isso um pouco mais de risco.

Pois bem, muito simples, não? Essas duas formas são basicamente a gestão passiva e a gestão ativa de um portfólio.

Mas fica uma pergunta: Os investidores Brasileiros sabem fazer isso? Temos a educação financeira para desempenhar essas atividades?

Um outro efeito colateral dos Juros muito altos é que nós investidores, não nos preocupávamos com nossos portfólios de investimento.

Uma vez que a tríade, retorno 1% ao mês, com liquidez diária e sem risco, fosse atendida, estava ótimo. Com taxas de juros de dois dígitos ao ano é tranquilo atingir um resultado como esse.

Poderia ser melhor, sim! Muitos se contentavam, ou nem faziam conta, em ganhar apenas 80% da Selic (de 40%ao ano) em uma aplicação.

Não era ruim! Está bem dessa forma, afinal, todos tem que ganhar um pouco!

Mas e hoje? Será que o raciocínio é o mesmo com uma SELIC projetando 5% ao ano no final de 2019?

Os investidores passaram a fazer conta e identificar que mesmo uma aplicação rendendo 100% da SELIC não chega a patamares significativos de rentabilidade.

É agora que começa o grande aprendizado! A Bipolaridade de Poupança/CDB x Ações não vai existir mais.

Como mencionei anteriormente ao cair os juros, as empresas passam a buscar mais financiamentos no mercado de capitais.

As linhas bancárias não são mais a única opção de fonte de crédito.

Então como montar e operar meu portfólio em um mercado que é mais complexo, mais técnico, com a relação de risco e retorno mais justa? Como manter o poder de compra dos meus recursos ou até mesmo aumentar o meu patrimônio nesta situação?

Como montar um portfólio de investimentos?

Como montar um portfólio de investimentos?

Assim como buscamos um médico especialista, quando os clínicos gerais já não têm mais a resposta, devemos buscar um profissional do mundo de de investimentos. http://www.dlminvista.com.br/profissionais-investimento/

Fazer gestão de renda fixa ficou mais difícil. Hoje em dia o retorno está tão justo para o risco que qualquer erro pode levar a perda do principal aplicado.

No mercado de renda fixa crédito privado existe mais retorno, mas entender os produtos, o risco de crédito, as garantias, as correlações das taxas dos papéis com as taxas de mercado, a influência do longo prazo das operações é tão complexo quanto acompanhar ações de uma empresa com capital aberto em Bolsa.

Entenda um pouco mais sobre o mercado de crédito privado:

Encontre um especialista em renda fixa

Então o que fazer? Devemos procurar os especialistas em renda fixa. As casas de gestão independentes estão se consolidando no mercado como uma alternativa às gestoras ligadas a Bancos.

Estas empresas de gestão têm trazido para mais próximo do público investidor ferramentas de gestão e de controle de risco, tecnologia, transparência, sem abrir mão da solidez e com uma enorme vantagem: custos mais baixos.

Os gestores se especializaram em seus nichos de mercado. Construíram suas empresas em torno das especificidades de seus mercados e são muito mais preparadas para lidar com os cenários atuais e futuros de mercado.

Cabe a eles saber se é melhor investir em Selic ou pré-fixado, IPCA+Cupom ouSelic+cupom, emissões mais curtas ou mais longas, setor de utilities ouconstrução civil, dentre outros exemplos que poderíamos usar aqui.

Passamos para um outro momento onde é tão importante a escolha do gestor quanto a escolha do produto. Na verdade o gestor vai lhe auxiliar com a decisão do melhor produto para seu perfil de risco e tributário.

Aqui entra um ponto chave: como escolher este gestor? Pelo nome bacana do fundo de investimento? Pela fama? Pela quantidade de vezes que aparece nos jornais e nas mídias sociais?

Gestor se mede por resultado e transparência.

Faça uma pesquisa sobre a gestora, as pessoas que a compõe, de onde vieram, a quanto tempo trabalham juntas, se houve mudança significativa da rentabilidade ao longo dos anos, se houve mudança da filosofia de gestão, ou seja, analise a quem você está confiando seus investimentos.

Todos estes dados são públicos e relativamente fáceis de encontrar.

Quanto mais fácil for o acesso às informações, melhor. Quanto mais misterioso, mais estilo “caixa preta” for, menos credibilidade eu daria a esta gestão.

Para se dar bem aplicando em renda fixa é preciso mudar a maneira de pensar e refletir sobre o mercado de capitais.

Estamos caminhando na direção de taxas de juros baixas, inflações menores, ciclos econômicos mais longos, novos tipos de risco de crédito (cada vez mais empresas de novos setores econômicos vão buscar o mercado de capitais para se financiar através da emissão de dívida).

Precisamos fazer parte deste mercado, não apenas como mais um que acompanhou o estouro da manada, mas como um participante do mercado que usou os meios adequados para proteger seus recursos do poder destrutivo da inflação, planejar financeiramente sua aposentadoria, aumentar o volume de suas economias, enfim, usando o mercado como um meio para atingir nossos objetivos pessoais!

Está pensando em investir e aumentar a rentabilidade? Entenda quais são as vantagens de um gestor para sua carteira de investimentos.

 

Sobre o autor

Marcelo Babo é Diretor de Wealth Management na DLM.
Administrador pela Una, pós graduado em Marketing pela Esamc.
Trabalhou no Banco CCF Brasil, na tesouraria do Banco Triangulo e foi responsável pela gestão de investimentos do Familly Office do Grupo Martins por 10 anos.
Professor de Mercado de Capitais na ESAMC e FAGEN-UFU.

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